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Quanto risco
você carrega hoje

As equações PREVENT, publicadas pela American Heart Association em 2024, estimam a chance de infarto, AVC e insuficiência cardíaca nos próximos 10 e 30 anos. Foram as primeiras a juntar, numa conta só, coração, rim e metabolismo, que é como esses três sistemas de fato se comportam.

Precisa de exames recentes. Se você não tem os seus em mãos, essa já é a primeira informação útil da página.

A conta

Preencha com os seus exames

O resultado aparece sozinho, assim que houver dados suficientes. Nada sai do seu navegador: sem envio, sem gravação, sem requisição de rede.

Quem é
Sexo biológico
anos
De 30 a 79. O horizonte de 30 anos vai até os 59.
O que os exames dizem
mmHg
O número de cima.
mg/dL
mg/dL
eTFG
Vem calculada no exame de creatinina, como “TFG estimada” ou “eGFR”. É a única que você não descobre sem o laudo, e é ela que o PREVENT acrescentou aos escores antigos.
Peso e altura
kg
cm
IMC

24,2

Calculado. Entra só na conta de insuficiência cardíaca.
Condições e medicações
Exames opcionais

Deixam a estimativa mais pessoal quando existem. Sem eles, a conta usa só os exames acima.

UACR
A relação albumina/creatinina urinária (UACR) é clinicamente indicada para indivíduos com doença renal crônica, diabetes ou hipertensão.
HbA1c
A dosagem de HbA1c é clinicamente indicada para indivíduos com diabetes, pré-diabetes, sobrepeso ou obesidade, ou para aqueles com histórico de diabetes gestacional.

Risco estimado · 10 anos

-%

de chance de um evento cardiovascular: infarto, AVC ou insuficiência cardíaca

Infarto e AVC · 10 anos--

Faixas da diretriz de dislipidemia ACC/AHA de 2026.

Insuficiência cardíaca · 10 anos
-
Cardiovascular total · 30 anos
-
Infarto e AVC · 30 anos
-
Insuficiência cardíaca · 30 anos
-

Descreve o que acontece, em média, com pessoas de perfil parecido. Não é diagnóstico e não prevê o seu caso. Risco alto não é doença; risco baixo não é alta.

Os limites

O que esta conta não consegue ver

Foi construída nos Estados Unidos

6,5 milhões de adultos norte-americanos. Uma das variáveis opcionais do modelo completo é um índice de privação social indexado por CEP dos EUA, não existe equivalente aqui, e a conta o trata como ausente, como a calculadora oficial faz quando o CEP não é informado. Escore de risco costuma precisar de recalibração ao mudar de população: serve bem para ordem de grandeza e para acompanhar a própria evolução; o valor absoluto pede leitura de quem conhece o caso.

Não sabe da sua história

Histórico familiar de evento precoce, Lp(a), inflamação, apneia do sono, cálcio coronário, gordura visceral, massa magra: nada disso entra. São justamente os fatores que mais mudam a conduta quando o risco estimado fica na zona intermediária.

Não vale para quem já teve evento

As equações foram feitas para prevenção primária: pessoas de 30 a 79 anos sem doença cardiovascular conhecida. Quem já teve infarto, AVC ou revascularização está em outra categoria de risco, e a conduta se define por outro caminho.

Estimar não é tratar

O número não indica nem contraindica medicação. Quem decide isso é o médico, com o exame completo, o exame físico e a pessoa na frente. Esta página existe para que essa conversa comece mais informada, não para substituí-la.

Perguntas frequentes

O que se pergunta antes de confiar num número desses

Quer entender o que está por trás dos exames que a conta pede? Vale ler sobre quais exames realmente importam e sobre resistência à insulina.

  1. 01

    O que estas equações medem, exatamente?

    A probabilidade estimada de a pessoa ter um evento cardiovascular: infarto, AVC ou insuficiência cardíaca: nos próximos 10 e 30 anos. É uma estimativa de população aplicada a um indivíduo: descreve o que acontece, em média, com pessoas de perfil parecido. Não diz o que vai acontecer com você.

  2. 02

    Por que preciso de exame de sangue para usar?

    Porque sem colesterol total, HDL e função renal a conta não existe. Essa é justamente a diferença entre uma estimativa clínica e um questionário de internet: o PREVENT foi o primeiro escore a juntar coração, rim e metabolismo, e é daí que vem a precisão dele. Dois exames são opcionais: a relação albumina/creatinina na urina (UACR) e a hemoglobina glicada (HbA1c), e, quando existem, deixam a estimativa mais pessoal.

  3. 03

    Vale para brasileiro?

    Com ressalva. As equações foram derivadas de 6,5 milhões de adultos norte-americanos, e escore de risco costuma precisar de recalibração quando muda de população. Serve bem para ordenar grandeza e para acompanhar a própria evolução ao longo do tempo; o valor absoluto pede leitura de médico que conheça o caso.

  4. 04

    Meus dados ficam gravados?

    Não. A conta roda inteira no seu navegador, em JavaScript. Nada é enviado para o servidor, nada é salvo, e fechar a aba apaga tudo. Não há nem requisição de rede quando você clica em calcular.

  5. 05

    Deu alto. E agora?

    Risco estimado alto não é diagnóstico, e risco baixo não é alta. Os dois pedem a mesma coisa: uma consulta em que alguém olhe o conjunto, histórico, exame físico, os exames completos e o que mais está acontecendo. Leve o resultado e os exames que usou.

A fonte

De onde vem esta conta

Implementação própria das equações publicadas em Khan SS, Matsushita K, Sang Y, et al. Development and Validation of the American Heart Association's PREVENT Equations. Circulation. 2024;149(6):430-449.

Conferida contra a calculadora oficial da American Heart Association em 11/09/2026 e, desde 14/09/2026, contra 160 casos de referência do pacote preventr (licença MIT), cobrindo os modelos com UACR e HbA1c, função renal abaixo de 60 e idades de 32 a 78 anos: com resultado idêntico até a casa decimal. A conferência é automática e roda a cada alteração do código. Faixas de risco conforme as diretrizes ACC/AHA de 2025 e 2026 citadas pela calculadora oficial.

PREVENT™ é marca da American Heart Association. Esta página cita a origem científica das equações; não é produto, parceria nem versão chancelada pela AHA, e a responsabilidade pelo que está aqui é inteiramente da Serfaty Clínicas.

Na coluna da Veja Rio

O Dr. Fabiano escreveu sobre este assunto na coluna semanal que assina na Veja Rio.

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